Mais uma vez o nosso individualismo, o nosso egoísmo, semeiam suas sombras na forma de miséria e de descrença, transformando cada um de nós em vítimas de nós mesmos. É a somatória do comportamento individual que caracteriza o comportamento coletivo, que tem culminado nos resultados nefastos a que temos apaticamente assistido. Muita violência: assaltos à mão armada pela manhã, constantes mortes por assassinato ao meio dia, o crime se organiza em torno do tráfico de drogas; total desinformação: as más notícias correm de boca em boca em forma de boatos, ninguém sabe se há projetos para saúde, para educação, não há intercambio entre o povo e os nossos representantes na Câmara de Vereadores, não há prestação de contas do nosso representante na Prefeitura... Falta transparência. Interessamo-nos pela política somente no período de campanha, fazemos o jogo da corrupção, tolamente negociamos o nosso maior trunfo, o voto, por um saco de cimento, um padrão ou um pé de botina, transformando-nos assim nos primeiros corruptores. Negligentemente, deixamos de cumprir com o dever de zelar pelo que é nosso, não porque é nosso, mas porque é de todos nós; ao sermos negligentes não estamos prejudicando somente a nós mesmos, prejudicamos a todos, inclusive nossos filhos e futuros descendentes. Também somos responsáveis por tudo de bom ou de ruim que acontece em nossa cidade. A falta de sentimento coletivo, a falta do sentimento de pertencimento das coisas públicas não nos isentam da responsabilidade direta por tudo que aconteça com o nosso município.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Rouba, mas faz!
Frase feita, mas imperfeita, comum na boca de quem tem a necessidade de acalentar uma consciência doente e ferida pelos constantes atos praticados a portas fechadas, na calada da noite. Atos que, por ferirem a si mesmos, devido à característica divina do ser humano, e por ferirem e comprometerem toda uma sociedade, deixam o individuo na defensiva do indefensável. Este “fazer” é a prerrogativa necessária para se criar os caminhos escorregadios e lodosos que possibilitam o desvio do dinheiro público. Assim obras bem visíveis ao público são a prioridade dos corruptos, que se denunciam ao ferir a lógica. Fazem calçamento antes da prioritária e tão necessária rede de esgotos. Rede pluvial então, nem pensar, fica debaixo do solo, apesar de evitar poeira, enxurradas, e preservar o próprio calçamento, não atentem à grande necessidade de justificar o “Rouba, mas Faz”. Chavão perfeitamente compreensível, mas não aceitável, na boca de quem tem o hábito de roubar o dinheiro que deveria ser bem administrado de forma a maximizar os benefícios como a qualidade da merenda escolar, medicamentos e médicos, melhores subsídios a entidades como APAE, Vila Vicentina, creches e orfanatos, fortalecimento dos conselhos tutelares, de saúde e de segurança, atenção especial ao meio ambiente tão presente nos discursos e tão distante nas ações. Incompreensível e abominável é ouvir esta triste frase na boca da maior vítima dessa podre história: pessoas honestas, trabalhadoras, pagadoras de impostos, tidas como inteligentes e esclarecidas, enchem a boca e dizem, “este rouba, mas faz”. Está errado, foram eleitos para fazerem, e fazerem bem feito, seus salários são condizentes com seus cargos: para o cargo de prefeito, nós contribuintes pagamos mensalmente nove mil reais, pagamos ao vice quatro mil e quinhentos reais, a cada vereador três mil reais, um secretário municipal recebe três mil reais. Imagine-se construindo uma casa para sua família, aplicando todas as suas economias e um pouco mais na execução de tão sonhada obra; imagine o seu pedreiro, contratado a preço justo e combinado, economizando o cimento de sua massa, usando matérias de qualidade inferior, para sorrateiramente, levar esta economia para casa, comprometendo assim a qualidade e a segurança de sua casa, talvez irremediavelmente, colocando em risco toda a sua família... Ao descobrir tal ato dirias: _Tubo bem, este “ROUBA, MAS FAZ”?
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quinta-feira, 8 de novembro de 2007
sábado, 13 de outubro de 2007
PROFISSÃO PROFESSOR
Quem é que, no adentrar do outono, não traz na mente a presença forte, como um farol, daquela figura de mestra, que nos adocica a memória, que nos arremete à infância com seus cheiros, suas cores e algazarras.
Havia um tempo em que a “tia” era mais imponente, não era só uma tia despreparada e desesperada à busca de uma vaga. Não era somente uma funcionária, era quase divina, uma missionária.
Hoje é testada, desafiada, tem de ser professora, pedagoga, babá e também assistente social.
Hoje é mal paga, desrespeitada, estudou muito, mas aprendeu pouco.
Antes ser professora era poesia; hoje é profissão.
Antes ser professora era vocação; hoje é opção.
Antes eram professoras dos filhos dos pais que educavam até com um olhar.
Hoje são educadoras dos filhos dos pais ocupados e estressados, na verdade os filhos da era digital, da tv, da internet e das ruas.
Antes ganhavam pouco, mas tinham prestígio, glamour, reconhecimento.
Hoje, regidas por leis e normas tortas que manipulam e fabricam estatísticas de acordo com o interesse do momento, continuam ganhando pouco. mas num cenário de guerra: convivem com o tráfico, com as gangues, com a delinqüência.
Hoje somos os frutos da educação que recebemos ontem; imaginemos assim que novos tempos nos guardam!
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domingo, 7 de outubro de 2007
SENSO COLETIVO
Queima de lixo no quintal, esquecendo-se que a fumaça é distribuida por toda vizinhança, sem mencionar as questões ecológicas tão divulgadas.
Lixo na calçada esquina da Rua 1° de Maio com Rua Marciano Henriques, pertinho da prefeitura.
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sábado, 6 de outubro de 2007
CIDADE MENINA
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