Quem é que, no adentrar do outono, não traz na mente a presença forte, como um farol, daquela figura de mestra, que nos adocica a memória, que nos arremete à infância com seus cheiros, suas cores e algazarras.
Havia um tempo em que a “tia” era mais imponente, não era só uma tia despreparada e desesperada à busca de uma vaga. Não era somente uma funcionária, era quase divina, uma missionária.
Hoje é testada, desafiada, tem de ser professora, pedagoga, babá e também assistente social.
Hoje é mal paga, desrespeitada, estudou muito, mas aprendeu pouco.
Antes ser professora era poesia; hoje é profissão.
Antes ser professora era vocação; hoje é opção.
Antes eram professoras dos filhos dos pais que educavam até com um olhar.
Hoje são educadoras dos filhos dos pais ocupados e estressados, na verdade os filhos da era digital, da tv, da internet e das ruas.
Antes ganhavam pouco, mas tinham prestígio, glamour, reconhecimento.
Hoje, regidas por leis e normas tortas que manipulam e fabricam estatísticas de acordo com o interesse do momento, continuam ganhando pouco. mas num cenário de guerra: convivem com o tráfico, com as gangues, com a delinqüência.
Hoje somos os frutos da educação que recebemos ontem; imaginemos assim que novos tempos nos guardam!
NO CONTRA CHEQUE DE UM PROFESSOR II, DO MUNICIPIO DE IGARAPÉ, A COMPROVAÇÃO DO DESCASO COM A EDUCAÇÃO E TODA UMA CLASSE: VENCIMENTOS DE R$380,00 (SALÁRIO MÍNIMO VIGENTE) E UMA AJUDA DE CUSTO DE R$180,00 QUE NÃO É PAGA EM CASOS DE APOSENTADORIA E LICENÇAS MÉDICAS.
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